sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Leia e assine o jornal Página 13


Página 13 n° 117 - Fevereiro de 2013 -> versão integral -> assinaturas

Editorial: Defender o PT - Pág. 2

Santa Maria: Uma tragédia quase anunciada - Diego Adolfo Pitirini - Pág. 3

Nacional: Desafios para 2013 no Congresso - Senadora Ana Rita PT-ES - Pág. 4

Internacional: Brasil vai sediar XIX Encontro do Foro de São Paulo - Pág. 5

Partido: Muita história para contar e fazer - Rodrigo César - Pág. 6

Partido: Desafios e tarefas da FPA - Iole Ilíada - Pág. 7

Internacional: Muito além do progressismo - Valter Pomar - Págs. 8 e 9

Juventude: Queremos a UNE nas ruas! - Jonatas Moreth - Pág. 10

Educação: Para a classe trabalhadora - Jorge Braga - Pág. 11

Vereadores: Combatividade é a marca do mandato - AE Ceará - Pág. 12

Governos Estaduais: Dois anos de Governo Tarso e a reconstrução de um Estado - Marcel Frison - Págs. 13 e 14

Esportes: "Olé" nasceu no México - João Saldanha - Pág. 15

Homenagem: João Zinclar - Vitória Ferraro - Pág. 16

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

AFBNB: Sempre presente na luta


Por Rita Josina - presidenta da AFBNB

A Associação dos Funcionários do BNB (AFBNB) completa neste mês de fevereiro 27 anos de fundação. A entidade, que nasceu no período de redemocratização do país, procura se renovar a cada ano, de forma a manter viva sua essência de luta em defesa dos trabalhadores do Banco do Nordeste do Brasil, do próprio Banco enquanto indutor do desenvolvimento do Nordeste e da região, buscando contribuir com formas de redução das desigualdades regionais, através da produção de documentos e de ações de articulação político-institucional.

Os desafios enfrentados ao longo desse período foram muitos, alguns superados com êxito – como quando da mobilização desta entidade para a criação do FNE, uma das principais fontes de financiamento do BNB, nos anos 80 e mais recentemente no trabalho institucional feito pela Associação que resultou no aumento do capital social do BNB, medida que impacta positivamente na região – outros ainda carentes de avanços concretos, sobretudo relacionados a pendências históricas dos trabalhadores do Banco.

Nessas quase três décadas muita coisa mudou, como as formas de mobilização dos trabalhadores e a capacidade de organização da entidade. Algumas, no entanto, se mantêm, como as ameaças às instituições de desenvolvimento regional, como o BNB, as quais no entendimento da AFBNB cumpriram um papel importante no Brasil e ainda têm muito a contribuir e a luta de classes que coloca de lados opostos patrões e empregados.

É nesse cenário de disputa – tanto no âmbito macro, dos interesses da região Nordeste, quanto no espaço restrito aos trabalhadores do BNB – que se insere a Associação, buscando a cada dia estratégias diferenciadas de continuar combatendo o bom combate, sem perder de vista seu foco, sua coerência e sua missão, com autonomia e determinação – marcas incontestes de sua história. Vida longa à Associação dos Funcionários do BNB!


Fonte: AFBNB

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Queremos botar a UNE na rua!

http://reconquistaraune.com.br/
Durante os dias 18 á 21 de Janeiro, a União Nacional dos Estudantes, mais uma vez demonstrando sua força e capilaridade nas universidades brasileiras, reuniu em Recife, na UFPE, mais de 3.500 estudantes para o seu 14° CONEB – Conselho Nacional de Entidades de Base que teve como tema central a construção do nosso projeto de Reforma Universitária.

Fomos á Recife com a bagagem cheia de expectativas, seja porque a importância dos Centros e Diretórios Acadêmicos na rede do movimento estudantil fazem do CONEB o espaço da UNE com maior riqueza de debates, seja porque o momento político exigia de nossa entidade uma maior reflexão sobre a universidade brasileira.

Defendemos que a UNE e o movimento estudantil nacional saia das amarras de ser pautado e dividido pelos programas governamentais para inaugurar um novo momento no movimento estudantil brasileiro. Para isto precisa de forma democrática, politizada e unitária apresentar ao conjunto da sociedade um completo e profundo programa de Reforma Universitária. O CONEB teve este desafio.

Neste CONEB tivemos um significativo avanço político e organizativo se comparado com os CONEB’s de Salvador (2009) e Rio de Janeiro (2011). Mesmo se repetindo os corriqueiros problemas de estrutura de alojamento e banho, em especial para a oposição, a programação política foi mantida. Os espaços ocorreram no horário; tivemos boa diversidade de pensamento na composição das mesas; a programação foi descentralizada em um número maior de debates de forma que mais estudantes pudessem participar e os GD’s funcionaram ainda que em horários de pouca participação. 

Ainda sim, mantemos nossa firme posição contrária ao CONEB ser realizado conjuntamente com a Bienal de Arte e Cultura. Fazer isto esvazia ás duas atividades; cansa os participantes e torna a programação muito extensa além de não envolver os artistas e militantes culturais na rede tradicional do movimento estudantil representada no CONEB. Ademais, repudiamos a divulgação priorizando a Bienal e sem ou com pouca menção ao CONEB, como foi feito no jornal da UNE e nas chamadas na Rede Globo.

Na política tivemos um debate em alto nível e a plenária final nos apresentou interessantes surpresas que podem ensejar em algumas novidades para o próximo Congresso da UNE.

Na resolução sobre Movimento Estudantil, nós da Juventude da Articulação de Esquerda/Reconquistar a UNE em conjunto com os companheiros dos Coletivos Quilombo, Mudança e Levante Popular da Juventude nos apresentamos enquanto alternativa de direção ao atual campo majoritário de forma a recolocar a UNE nos trilhos da combatividade  através de uma resolução fundamentada nos seguintes princípios: fortalecimento da democracia interna da UNE; criação de mecanismos de comunicação que cheguem a base do movimento; maior transparência na condução das finanças e total independência perante Governos e Partidos.

Tal postura conseqüente e que dialoga com os anseios de boa parte dos estudantes presente ao Conselho surtiu bons efeitos. Foi este campo, e não mais a dita Oposição de Esquerda (PSOL e PCR) que conseguiu força e política suficiente para polarizar com o campo majoritário.

De nossa parte pretendemos continuar com a construção e o fortalecimento deste campo popular, mesmo cientes de seus limites e dificuldades. Limites e dificuldades estes que se mostraram na votação da resolução sobre Educação e Reforma Universitária, onde o campo popular não se repetiu e votamos sozinhos nossa proposta.

Não apresentamos uma proposta de resolução alternativa apenas para demarcar com o campo majoritário, mas sim por entendermos que a polarização entre o campo majoritário e a oposição de esquerda não contempla a imensa diversidade do movimento estudantil; por não mais nos interessar o falso consenso, ou apenas ter resoluções avançadas no papel e por entendermos que havia pontos cruciais como o projeto de universidade democrática e popular que não estava contemplado na proposta aprovada.

Após mais um CONEB, temos a convicção que continua viva e latente a necessidade da construção de uma alternativa de direção ao campo majoritário que faça com que nossa entidade nacional cumpra um papel ainda mais ativo na organização dos estudantes, tornando o movimento estudantil num forte movimento de massas capaz de transformar a Universidade e o país.

Somos aqueles que acreditam ser possível mudar o Movimento Estudantil, a UNE e o Brasil. Acreditamos ser necessário no centro da própria engrenagem, inventar a contra-mola que resiste e Reconquistar a UNE para ás lutas e para os estudantes!


Publicado por Reconquistar a UNE

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Editorial: 33 anos de PT

Editorial do Página 13 - fevereiro de 2013


Esta edição de Página 13 é dedicada ao aniversariante Partido dos Trabalhadores, que no dia 10 de fevereiro comemora seus 33 anos. Idade na qual a direita pretende nos crucificar.

É fundamental defender o PT. Mas é preciso deixar claro o que significa, para nós, defender o PT.

Defender o PT é manter nossos compromissos com a classe trabalhadora, com o socialismo, com as reformas estruturais, com um desenvolvimento democrático e popular, na luta contra o neoliberalismo e o capitalismo.

Defender o PT é atualizar nossa estratégia política, para a nova situação política aberta após 10 anos de governo federal encabeçado pelo PT, num contexto de crise internacional do capitalismo e de progresso da integração regional.

Defender o PT é recuperar nossa capacidade de fazer luta política e social cotidiana, não apenas nem principalmente em anos pares, nos processos eleitorais, governos e mandatos parlamentares.

Defender o PT é governar, em benefício do povo, o Brasil, os estados e municípios que dirigimos. E implementar mandatos legislativos combativos, que não se curvem ao cretinismo parlamentar e ao fisiologismo tão hegemônicos neste meio.

Defender o PT é levantar bem alto as bandeiras da reforma  política e da democratização da comunicação social. E demonstrar nosso compromisso prático com estas bandeiras, garantindo a autonomia financeira do Partido e criando nosso jornal diário e outros meios próprios de comunicação.

Defender o PT é construir um partido democrático, militante e de massas, baseado num projeto coletivo, nunca uma somatória de interesses individuais, onde uns se acham com mais direitos do que os outros. Um partido que saiba construir o futuro, que tenha muito mais que um grande passado pela frente.

Defender o PT é manter uma relação de honestidade política com a classe trabalhadora. O que inclui reconhecer e corrigir, sempre que necessário, os erros coletivos ou individuais cometidos por filiados ao PT.

Defender o PT é denunciar que o julgamento da Ação Penal 470 atropelou diversos quesitos indispensáveis para a legalidade e legitimidade da Justiça. A alguns dos acusados petistas, nem mesmo a lei foi garantida.

Defender o PT é criticar o STF, prestar e seguir prestando a solidariedade devida aos condenados. Mas não confundir sua defesa, com a defesa do PT. Nem abrir mão de exigir as devidas autocríticas, daqueles que facilitaram –por exemplo, com sua associação com o criminoso tucano Marcos Valério--  os ataques que a direita faz hoje ao PT.

Defender o PT é considerar que os inocentes tem o direito e o dever de se defender. E ninguém deve pedir autorização para ser solidário com quem julga vítima de uma violência. Depois de deixar isso bem claro, não custa lembrar: consideramos um erro político transformar em centro da tática o tema do julgamento; e um erro ainda maior conferir protagonismo aos condenados, nas ações em defesa do PT. Para se defender, o PT não pode ficar na defensiva, nem facilitar os ataques de nossos inimigos.
               
Defender o PT é uma necessidade, sempre. Em 2013, ainda mais necessário. É o que deve fazer cada militante petista e o que fazem as chapas e candidaturas petistas com que disputamos o processo de eleição direta das direções partidárias, bem como os debates do quinto congresso partidário, no ano de 2014.

Os editores


Publicado no sítio Página 13

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Mandato já começa atuante

Deodato Ramalho
No seu primeiro mês de atuação, mesmo em meio ao recesso parlamentar, o mandato do Vereador Deodato Ramalho (PT Fortaleza) já iniciou suas atividades. Na sessão extraordinária para eleição da mesa diretora da Casa, a bancada do PT, inconformada com a interferência do Executivo e com o desrespeito à proporcionalidade na sua composição, apresentou o nome do vereador Deodato como candidato à Presidência. Em 2 de janeiro, o vereador deu entrada em vários projetos de leis ambientais e requerimentos de audiências públicas. No dia 26 de janeiro, aconteceu o planejamento da atuação da assessoria e em fevereiro está prevista a entrada no ar do sítio do mandato, com espaço para interatividade na rede.


Leia a matéria na íntegra no Jornal Página 13 n° 117 - Fevereiro de 2013

Acampamento da Juventude da AE no DF


Aconteceu de 1 a 3 de fevereiro, no Jardim Botânico de Brasília, o primeiro Acampamento da Juventude da Articulação de Esquerda no DF, com muitos debates sobre socialismo, PT, juventude(s) e sobre a História do DF. A banda Calango Rasta e poetas do grupo Radicais Livres se apresentaram no sarau, que juntamente com as trilhas ecológicas e o plantio de uma muda de árvore pel@s participantes também compuseram a programação.


Com informações do sítio da AE-DF

domingo, 3 de fevereiro de 2013

Há 160 anos, nascia José Martí, o grande mártir da Independência de Cuba

Os ideais de Martí, junto com o marxismo-leninismo, guiam a política de Cuba até hoje

José Martí
Síntese Cubana

Na segunda-feira, 28 de janeiro de 2013, comemorou-se o 160º aniversário de nascimento do mentor intelectual dos revolucionários cubanos, José Julián Martí Pérez (Havana, Cuba, 28 de janeiro de 1853 – 19 de maio de 1895, Dos Rios, Cuba).

Filho de pai espanhol e mãe natural das Ilhas Canárias, José Martí é considerado o apóstolo e o grande mártir da Independência de Cuba em relação à Espanha. Além de poeta e pensador fecundo, desde sua mocidade demonstrou sua inquietude cívica e sua simpatia pelas ideias revolucionárias que gestavam entre os cubanos.

Influenciado pelas ideias de independência de Rafael Maria de Mendive, seu mestre na escola secundária de Havana, iniciou sua participação política escrevendo e distribuindo jornais com conteúdo separatista no início da Guerra dos Dez Anos. Com a prisão e deportação de seu mestre Mendive, cristalizou-se a atitude de rebeldia que Martí nutria contra a dominação espanhola.

Em 1869, com apenas 16 anos, publicou uma folha impressa separatista, El Diablo Cojuelo, e o primeiro e único número da revista La Patria Libre. No mesmo ano passou a distribuir um periódico manuscrito intitulado El Siboney. Pouco depois foi preso e processado pelo governo espanhol por estar de posse de papéis considerados revolucionários. Foi condenado a seis anos de trabalhos forçados, mas passou somente seis meses na prisão até que, em 1871, com a saúde debilitada, sua família conseguiu um indulto e obteve a permuta da pena original pela deportação à Espanha. Na Espanha, Martí publicou, naquele mesmo ano, seu primeiro trabalho de importância: “El Presidio Político en Cuba”, no qual expõe as crueldades e os horrores vividos no período em que esteve na prisão em Cuba. Nesta obra já se encontrariam presentes o idealismo e o estilo vigoroso que tornariam Martí conhecido nos círculos intelectuais de sua época. Mais tarde dedicou-se ao estudo do Direito, obtendo o doutorado em Leis, Filosofia e Letras da Universidade de Zaragoza em 1874.

Em 19 de maio de 1895, no comando de um pequeno contingente de patriotas cubanos, após um encontro inesperado com tropas espanholas nas proximidades do vilarejo de Dos Ríos, José Martí foi atingido e faleceu em seguida. Seu corpo, mutilado pelos soldados espanhóis, foi exibido à população e posteriormente sepultado na cidade de Santiago de Cuba, em 27 de maio do mesmo ano.

Para Martí, a luta deveria ser uma verdadeira transformação cubana em todos os aspectos: econômico, político e social. Os ideais de Martí, junto com o marxismo-leninismo, guiam a política de Cuba até hoje.


Publicado no Brasil de Fato

sábado, 2 de fevereiro de 2013

Eletricitários do Ceará iniciam Campanha Salarial

Para conhecimento da sociedade cearense de como a dita melhor empresa distribuidora de energia do país tem tratado seus trabalhadores: de forma desrespeitosa, pois no ano de 2012 a COELCE obteve 14 prêmios e, até setembro de 2012, um lucro na ordem de 274 milhões de reais.

Como é que a empresa alega não poder fechar um acordo mínimo e irrisório diante deste resultado que é fruto do trabalho, do esforço e da dedicação de cada um dos seus funcionários?

Assista a entrevista do Presidente do Sindeletro-CE, Fernando Avelino, que informa ainda que nem o acordo do ano passado foi cumprido:


Eletricitários do Ceará iniciam Campanha Salarial from PORTAL CNEWS on Vimeo.

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Brasil sedia o XIX Encontro do Foro de São Paulo


Secretário executivo do FSP, Valter Pomar, fala sobre as atividades e os temas principais do evento que será realizado na capital paulista

O Brasil irá sediar o XIX Encontro do Foro de São Paulo que ocorrerá no segundo semestre de 2013. Conforme decisão do Grupo de Trabalho, reunido no Chile em 17 de janeiro, o Encontro será realizado na capital paulista no período de 31 a 04 de agosto.

Em entrevista ao Portal do PT, o secretário executivo do FSP, Valter Pomar, falou sobre as atividades que serão desenvolvidas durante o evento internacional que reunirá representantes das organizações partidárias que compõem o Foro, parlamentares, lideranças sociais, intelectuais e militantes. Pomar, que é dirigente nacional do Partido dos Trabalhadores, espera que o ato público de abertura no dia 2 de agosto reúna em torno de duas mil pessoas.

Segundo ele, além dos seminários sobre temas da política internacional, também serão realizados encontros com parlamentares, juventude, mulheres e afrodescendentes, oficinas temáticas e a grande plenária do Encontro. “A pauta do Encontro é ampla, geral e quase irrestrita. Além disso, queremos que o XIX Encontro tenha uma forte marca cultural; e que permita o contato das delegações internacionais com a cidade de São Paulo”, resume Pomar.

Confira a íntegra da entrevista:

O XIX Encontro do Foro de São Paulo será realizada no Brasil. Quando e onde será o encontro? Quantos participantes são aguardados?

O XIX Encontro será realizado na cidade de São Paulo, entre os dias 31 de julho e 4 de agosto. O número de participantes é uma incógnita: uma parte virá de outros países e outra parte será composta de brasileiros e brasileiras. Eu acredito que no ato público de abertura, no dia 2 de agosto, poderemos chegar a cerca de duas mil pessoas. Espero que as instâncias partidárias, os parlamentares, os governantes, as lideranças sociais e a intelectualidade da esquerda brasileira, a começar pelos petistas, se mobilizem para participar.

O PT terá um papel especial neste grande encontro internacional, apesar de outros partidos brasileiros também fazerem parte do Foro?

Os partidos brasileiros integrantes do Foro de São Paulo são o PT, o PCdoB,  o PSB, o PDT, o Pátria Livre, o PCB e o PPS. Cada qual, na medida das suas possibilidades, será anfitrião. Ao PT caberá, certamente, um papel e uma responsabilidade especiais. Neste sentido, vamos trabalhar para que a direção nacional do Partido, Lula e Dilma, Fernando Haddad, nossos governadores, ministros e parlamentares possam se encontrar com as delegações internacionais.

Quais serão os principais temas da pauta do encontro?

O XIX Encontro é composto de um conjunto de atividades. Teremos as reuniões do Grupo de Trabalho e das secretarias regionais, que são cinco: Mesoamérica e Caribe, Andino-amazonica, Cone sul, Europa e EUA. Teremos os encontros de Juventude, Mulheres, Parlamentares, Autoridades Locais e Afrodescendentes. Teremos grandes seminários sobre África, Oriente Médio, Brics e um específico sobre os governos progressistas e de esquerda. Teremos oficinas sobre defesa, democratização da comunicação,  formação política, meio ambiente, migrações, movimentos sindicais, poder popular e movimentos sociais, povos originários, segurança alimentar, segurança e narcotráfico, trabalhadores da arte e cultura, união e integração latino-americana, processos eleitorais, desenvolvimento econômico, Estado e participação popular, políticas sociais. E, finalmente, teremos o Encontro propriamente dito, que é a plenária dos partidos membros. Ou seja, a pauta do Encontro é ampla, geral e quase irrestrita. Além disso, queremos que o XIX Encontro tenha uma forte marca cultural; e que permita o contato das delegações internacionais com a cidade de São Paulo.

Na sua opinião, quais temas da política internacional constantes da agenda vão merecer uma maior reflexão dos participantes?

Do ponto de vista regional, eu destacaria dois temas: como aprofundar as mudanças estruturais nos países que governamos;e como acelerar o processo de integração. E do ponto de vista internacional, eu destacaria outros dois temas: como evitar a escalada de guerras e como superar a crise mundial favorecendo os setores populares. É provável que ganhe destaque, também, o aniversário de 40 anos do golpe que derrubou o governo da Unidade Popular chilena.

Durante o XIX Encontro do FSP serão realizados debates que envolvem parlamentares, mulheres, afrodescendentes e juventude. Fale um pouco sobre esses encontros.

Cada um destes encontros tem uma história. Os parlamentares dos partidos do Foro reúnem-se há tempos, tendo como um de seus desafios articular uma ação conjunta nos vários parlamentos regionais já existentes. O encontro de juventudes está na sua quinta edição e faz parte de um esforço para renovar temática e geracionalmente a esquerda regional. Já o encontro de mulheres está na sua segunda edição, sendo que há toda uma estrada para percorrer para garantir a pauta de gênero. Finalmente, o encontro de afrodescendentes fará no Brasil sua primeira edição.

Apesar da Declaração Final só ser aprovada no encerramento do Encontro, na sua opinião qual será a tendência ou o ponto mais forte do conteúdo do texto?

Existem dois momentos: em março aprovaremos uma comissão redatora, em abril aprovaremos um documento base e em julho aprovaremos a declaração final. A idéia é que a Declaração final tenha um pouco de análise e muito de manifesto, portanto com um forte acento conjuntural. Certamente terão grande espaço a integração regional, as ações dos governos de esquerda e progressistas, as eleições presidenciais vindouras, a paz na Colômbia, a crítica as políticas conservadoras hegemônicas nos EUA e Europa, bem como uma dura condenação a ingerência externa e as intervenções militares hoje em curso. O fundamental, entretanto, não é a declaração em si, mas sim a possibilidade de intercâmbio de posições entre as diferentes esquerdas existentes no mundo e na América Latina. E, para nós da esquerda brasileira, a possibilidade de aprender com os partidos amigos e a oportunidade de mostrar quem somos, o que estamos fazendo, para onde vamos.


Por Geraldo Ferreira, do Portal do PT