quarta-feira, 31 de maio de 2017
FBP: Diretas Já e Plano nacional
Lançado o Programa para derrotar o golpe e sair da crise
Em ato realizado na noite desta segunda-feira (29), no Tuca, teatro da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), a Frente Brasil Popular (FBP) lançou o "Plano Popular de Emergência" – uma agenda de recuperação econômica do país a ser implementada após o afastamento do presidente Michel Temer e que prevê eleições diretas para definir sua sucessão, com o restabelecimento da democracia.
Participaram do evento políticos, intelectuais, artistas e representantes dos movimentos populares. Na plateia, professores e estudantes da PUC, além de militantes dos diversos movimentos e partidos.
O documento foi elaborado pelas organizações que compõem a Frente Brasil Popular com o objetivo de construir uma alternativa programática, que devolva a normalidade democrática ao país e caminhe rumo à superação das crises econômica, política, social e ambiental, garantindo os direitos do povo trabalhador.
Para além da unidade tática das forças de esquerda, a articulação de partidos e movimentos populares busca ampliar o debate programático com toda a sociedade através deste plano.
Mobilizações
Durante o ato foi anunciado que outras mobilizações serão organizadas nas próximas semanas. Uma das principais será a "maior greve da história do Brasil", em data ainda a ser definida, entre os dias 26 e 30 de junho, lembrou o presidente da CUT, Vagner Freitas. As centrais sindicais aprovaram nesta segunda-feira (29) a realização de uma nova greve geral, contra as reformas e o governo Temer. "Não aceitaremos 'Fora, Temer!' para colocar outro golpista no lugar
"Se não for suficiente uma greve geral, a próxima marcha a Brasília será para não voltar de lá enquanto não tiver diretas já. Daqui para frente nós é que vamos para a ofensiva", prometeu o coordenador do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), João Pedro Stédile.
Segundo ele, o objetivo principal do programa da FBP não são os eventuais candidatos à presidência, mas "convencer o povo de um programa alternativo. Ou o povo pressiona nas ruas por ideias, ou não vamos mudar esse país".
Retomada do desenvolvimento
O "Plano Popular de Emergência" é organizado em 10 eixos. Cada um dos eixos são subdivididos em propostas de ações concretas. Ao todo, são 76 propostas de intervenção prática:
1) Democratização do Estado;
2) Política de desenvolvimento, emprego e renda;
3) Reforma agrária e agricultura familiar;
4) Reforma Tributária;
5) Direitos sociais e trabalhistas;
6) Direito à saúde, à educação, à cultura, à moradia;
7) Segurança pública;
8) Direitos humanos e cidadania;
9) Defesa do meio ambiente;
10) Política externa soberana.
Acesse o documento: Plano Popular de Emergência
Saiba mais: Não há saída sem eleição direta
Assista o evento na íntegra:
Frente Brasil Popular
CUT
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